sábado, 20 de outubro de 2012


15/10/12
Evolução leva ser humano a adaptar-se e fazer uso dos seus recursos 

Uma equipe de especialistas da Universidade de Cambridge “prediz” que os nossos descendentes serão fisicamente diferentes, mais altos e com cérebros mais pequenos, dentro de mil anos. Devido a alterações no tipo de alimentação e à medicina o ser humano irá crescer gradualmente e as nossas extremidades (mãos e dedos) serão mais compridas. 

Os investigadores consideram que se deve às novas tecnologias e ao fato de estarmos sempre a teclar e a digitar. Os nossos dedos vão se desenvolvendo para reduzir a necessidade de chegar mais longe e as terminações nervosas também tendem a crescer devido ao uso frequente de dispositivos eletrônicos, como os iPhones, que necessitam de coordenação mão/ olho. Os pediatras referem que já se notam os dedos mais compridos em crianças que nasceram nos últimos tempos, comparativamente aos nossos antepassados. 

Já Darwin explicou que a seleção natural é um processo pelo qual características hereditárias que contribuem para a sobrevivência e reprodução se tornam mais comuns numa população, enquanto características prejudiciais tornam-se mais raras. Isto ocorre porque indivíduos com características vantajosas tem mais sucesso na reprodução, de modo que mais indivíduos na próxima geração herdam estas características. 

O antropólogo Chris Stringer, do natural History Museum, em Londres, explica que o nosso cérebro encolheu ao longo dos tempos porque não memorizamos tanto como os nossos antepassados, atendendo que os computadores e a internet nos permitem pesquisar tudo em segundos. 

Outra das previsões é o fato de termos menos dentes. Aliás, alguns indivíduos da nova geração já não têm dentes do siso, por exemplo, segundo notaram diferentes dentistas. A comida é mais mole e necessitamos de mastigar com menos intensidade. 

Os investigadores explicam que o declínio foi acontecendo ao longo dos últimos 10 mil anos e “culpam” a agricultura, e a nutrição mais restritas; a urbanização, que compromete a saúde e facilita a possibilidade de as doenças se espalharem pela população. 

A teoria emergiu a partir de estudos realizados em seres humanos fossilizados encontrados na África, Europa e na Ásia. Segundo Marta Lahr, uma das autoras e especialista em evolução humana, o cérebro masculino de há 20 mil anos media 1,5 decímetros cúbicos, o do homem moderno tem em média agora 1,35 decímetros cúbicos – uma redução equivalente a uma bola de tênis. O cérebro feminino foi encolhendo nas mesmas proporções. “Não significa que sejamos menos inteligentes – adaptamo-nos de forma a fazer o melhor uso dos nossos recursos”, referiu.
 

   Esta noticia é muito interessante porque mostra como e evolução funciona e também os seus beneficios, ou seja, suas adaptações.

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