sábado, 27 de outubro de 2012


24/10/12
Machos copiam entre si serenatas ultrassónicas para atrair fêmeas 

Ratos machos são capazes de transmitir alguns silvos e chamamentos ultrassónicos muito parecidos com o chilrear dos pássaros. Estas melodias são utilizadas pelos roedores para atrair e seduzir as fêmeas, como se fossem serenatas de amor. 

Por muito tempo acreditou-se que esta habilidade era natural desses animais, já que não se considerava que pudessem aprender vocalizações, algo que parecia exclusivo de algumas espécies, incluindo os seres humanos, papagaios, aves cantoras e beija-flores. 
No entanto, uma nova e controversa investigação de neurobiologia da Universidade Duke sugere exatamente o contrário. Os autores estão convencidos de que os ratos não só podem cantar mas também aprender novas melodias e imitar outros. 

Os investigadores mostraram a capacidade de aprendizagem vocal dos ratos machos como parte de um projeto maior para estudar a evolução da fala humana. Na verdade, esperavam que as experiências falhassem, já que, se fossem bem sucedidas contradiziam a hipótese aceite há décadas que os roedores não são capazes de aprender as vocalizações. 

No estudo, os cientistas usaram pela primeira vez marcadores genéticos que iluminaram os neurônios no córtex cerebral de ratos enquanto estes cantavam. Quando duas cobaias macho foram colocadas na mesma gaiola com uma fêmea, o tom dos machos começou a convergir depois de sete a oito semanas. A experiência foi testada em mais de 14 ratos e repetida duas vezes para confirmar o resultado. Quando os neurônios no córtex cerebral dos ratos eram danificados, os animais desafinavam e não eram capazes de repetir as canções regularmente, o que também aconteceu quando se tornaram surdos. Além disso, descobriu-se que os rasgos cerebrais responsáveis pela vocalização dos ratos são muito semelhantes aos dos seres humanos. 

Os neurobiologistas da Universidade Duke reconhecem que são necessários mais estudos para confirmar até onde se estende a aprendizagem dos ratos. Os responsáveis acreditam que os resultados podem ser uma grande ajuda para os cientistas que estudam doenças como autismo, transtornos de ansiedade.
 

Eu resolvi trazer essa noticias ao blog porque é realmente muito interessante o método que estes ratos usam para seduzir as fêmeas e também mostrou que nao apenas pássaros fazem isso.

sábado, 20 de outubro de 2012


15/10/12
Evolução leva ser humano a adaptar-se e fazer uso dos seus recursos 

Uma equipe de especialistas da Universidade de Cambridge “prediz” que os nossos descendentes serão fisicamente diferentes, mais altos e com cérebros mais pequenos, dentro de mil anos. Devido a alterações no tipo de alimentação e à medicina o ser humano irá crescer gradualmente e as nossas extremidades (mãos e dedos) serão mais compridas. 

Os investigadores consideram que se deve às novas tecnologias e ao fato de estarmos sempre a teclar e a digitar. Os nossos dedos vão se desenvolvendo para reduzir a necessidade de chegar mais longe e as terminações nervosas também tendem a crescer devido ao uso frequente de dispositivos eletrônicos, como os iPhones, que necessitam de coordenação mão/ olho. Os pediatras referem que já se notam os dedos mais compridos em crianças que nasceram nos últimos tempos, comparativamente aos nossos antepassados. 

Já Darwin explicou que a seleção natural é um processo pelo qual características hereditárias que contribuem para a sobrevivência e reprodução se tornam mais comuns numa população, enquanto características prejudiciais tornam-se mais raras. Isto ocorre porque indivíduos com características vantajosas tem mais sucesso na reprodução, de modo que mais indivíduos na próxima geração herdam estas características. 

O antropólogo Chris Stringer, do natural History Museum, em Londres, explica que o nosso cérebro encolheu ao longo dos tempos porque não memorizamos tanto como os nossos antepassados, atendendo que os computadores e a internet nos permitem pesquisar tudo em segundos. 

Outra das previsões é o fato de termos menos dentes. Aliás, alguns indivíduos da nova geração já não têm dentes do siso, por exemplo, segundo notaram diferentes dentistas. A comida é mais mole e necessitamos de mastigar com menos intensidade. 

Os investigadores explicam que o declínio foi acontecendo ao longo dos últimos 10 mil anos e “culpam” a agricultura, e a nutrição mais restritas; a urbanização, que compromete a saúde e facilita a possibilidade de as doenças se espalharem pela população. 

A teoria emergiu a partir de estudos realizados em seres humanos fossilizados encontrados na África, Europa e na Ásia. Segundo Marta Lahr, uma das autoras e especialista em evolução humana, o cérebro masculino de há 20 mil anos media 1,5 decímetros cúbicos, o do homem moderno tem em média agora 1,35 decímetros cúbicos – uma redução equivalente a uma bola de tênis. O cérebro feminino foi encolhendo nas mesmas proporções. “Não significa que sejamos menos inteligentes – adaptamo-nos de forma a fazer o melhor uso dos nossos recursos”, referiu.
 

   Esta noticia é muito interessante porque mostra como e evolução funciona e também os seus beneficios, ou seja, suas adaptações.

sábado, 6 de outubro de 2012


Descobertos crânios com 500 anos em templo no México

05 de outubro de 2012  19h29  atualizado às 21h55
Um conjunto de 45 crânios humanos e cerca de 250 mandíbulas com 500 anos foi descoberto por arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História nas proximidades do Templo Maior da Cidade do México, informou um encarregado da instituição.
"Os crânios eram utilizados pelos antigos mexicas como elementos de consagração ou de fechamento de espaços arquitetônicos e para rituais ligados ao culto a Mictlantecuhtli, deus da morte", explicou esta sexta-feira durante entrevista coletiva Raúl Barrera, arqueólogo do Instituto. O depósito de crânios, explicou o pesquisador, foi encontrado na parte posterior da estrutura denominada cuauhxicalco (edifício cerimonial), "descoberta em 2011".
Debaixo desta estrutura também foi encontrada uma pedra de sacrifícios, a segunda localizada no sítio nos últimos 20 anos, e que possivelmente correspondia à etapa construtiva II, do Templo Mayor (1375-1427). "É possível que alguns dos 45 crânios que estavam sobre a pedra de sacrifícios tenham sido manipulados com a intenção de elaborar 'máscaras-crânio' que nunca foram concluídas", acrescentou.
Os crânios foram encontrados em bom estado, pois as condições de umidade facilitaram sua conservação, "embora tenham sido encontrados fragmentados pelo peso dos pisos e recheados de terra que levaram em cima, uma boa parte deles está completa e com possibilidade de ser montada e restaurada", disse a arqueóloga Estíbaliz Aguayo.
Os mexicas ou astecas formaram um povo que, após muitos anos de peregrinação, fundou, por volta do ano 1300, a grande Tenochtitlán, que hoje é o centro da capital mexicana.
   Isso mostra como nós ainda não temos conhecimento de tudo que o mundo pode nos apresentar.