Em um estudo recente publicado na revista Nature, cientistas construíram uma árvore evolutiva com
todas as aves do mundo. Eles coletaram dados de 9.993 aves conhecidas no mundo e examinaram as
relações evolucionárias gerando um árvore filogenética jamais elaborada.
"Está é a primeira árvore evolutiva criada de uma classe de espécies deste tamanho colocada em um
mapa do mundo", disse o co-autor do trabalho Walter Jetz, da Universidade de Yale em New Have,
Connecticut (EUA).
Muitas destas espécies não tiveram o seu DNA sequenciado, por isso o resultado é controverso. Para o
biologista evolucionário, Trevor Price, da Universidade de Chicago en Illinois, "Esta é uma
tentativa conceitual brilhante unindo tempo e espaço para elaborar uma filogenia completa".
Em 2008, Jetz e seus colegas construíram um estudo filogenético extensivo que dividiu as aves em 158
clados (ramos) usando como base: 10 fósseis e dados genéticos disponíveis de outras 6600 espécies.
Para 3330 espécies restantes que não possuem dados genéticos, outros critérios foram utilizados.
Os pesquisadores descobriram que embora tivesse ocorrido uma rápida radiação no tempo e espaço, a
taxa de especiação cresceu nitidamente nos últimos 40 milhões de anos.
Não obstante, Jetz disse que ele espera que a árvore suporte o teste do tempo. “Quanto mais dados
sequenciais forem adicionados, alguns detalhes mudarão, mas eu não posso imaginar um caso onde em
que descobertas fundamentais são viradas de cabeça para baixo” . “Isto certamente não é a última
palavra sobre a filogenia das aves. Esperamos que este trabalho possa desencandear esforços
adicionais para continuar a melhorar a nossa compreensão da árvore da vida das aves”
Fonte:http://biologias.com/noticias/1313/cientistas-constrem-arvore-evolutiva-com-todas-as-aves-do-mundo
Acho interessante os cientistas fazeram algo do tipo porém deveriam focar em coisas mais importantes como descobrir curas para doenças e etc.
sábado, 24 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
06/11/12
Opsinas evoluíram com menos mudanças genéticas do que se pensava
As origens de evolução da visão são há muito tempo alvo de um longo debate, sobretudo devido aos relatórios inconsistentes das relações filogenéticas entre os animais que mais cedo possuíram opsinas.
Estas proteínas sensíveis à luz e que são um elemento chave na nossa visão poderão ter evoluído mais cedo e com menos mudanças genéticas do que se pensava, sugere um novo estudo da University of Bristol.
A investigação utilizou simulações em computador para chegar a uma imagem detalhada de como e quando as opsinas evoluíram, tanto nos animais como nos seres humanos. Os cientistas começaram por fazer uma análise computacional de todas as hipóteses de evolução das opsinas existentes até à data. A análise incorporou toda a informação genómica disponível de todas as linhagens de animais relevantes, incluindo um novo grupo sequenciado de Oscarella Carmela e os cnidários, animais marinhos que, acredita-se, possuíram os primeiros olhos do mundo.
Utilizando esta informação, os investigadores desenvolveram um cronograma com um antepassado da opsina, comum a todos os grupos que apareceram há 700 milhões de anos. Esta opsina era considerada ‘cega’, mas ainda assim passou por mudanças genéticas durante os 11 milhões de anos em que transmitiu a capacidade de detectar luz.
“A grande importância do nosso estudo teve como pano de fundo o facto de termos encontrado a mais antiga origem da visão, e que ela se originou apenas uma vez nos animais. Isto é uma descoberta fantástica porque implica que o nosso estudo descobriu, como consequência, como e quando a visão evoluiu nos seres humanos”, explicou Davide Pisani, um dos investigadores do estudo.
As origens de evolução da visão são há muito tempo alvo de um longo debate, sobretudo devido aos relatórios inconsistentes das relações filogenéticas entre os animais que mais cedo possuíram opsinas.
Estas proteínas sensíveis à luz e que são um elemento chave na nossa visão poderão ter evoluído mais cedo e com menos mudanças genéticas do que se pensava, sugere um novo estudo da University of Bristol.
A investigação utilizou simulações em computador para chegar a uma imagem detalhada de como e quando as opsinas evoluíram, tanto nos animais como nos seres humanos. Os cientistas começaram por fazer uma análise computacional de todas as hipóteses de evolução das opsinas existentes até à data. A análise incorporou toda a informação genómica disponível de todas as linhagens de animais relevantes, incluindo um novo grupo sequenciado de Oscarella Carmela e os cnidários, animais marinhos que, acredita-se, possuíram os primeiros olhos do mundo.
Utilizando esta informação, os investigadores desenvolveram um cronograma com um antepassado da opsina, comum a todos os grupos que apareceram há 700 milhões de anos. Esta opsina era considerada ‘cega’, mas ainda assim passou por mudanças genéticas durante os 11 milhões de anos em que transmitiu a capacidade de detectar luz.
“A grande importância do nosso estudo teve como pano de fundo o facto de termos encontrado a mais antiga origem da visão, e que ela se originou apenas uma vez nos animais. Isto é uma descoberta fantástica porque implica que o nosso estudo descobriu, como consequência, como e quando a visão evoluiu nos seres humanos”, explicou Davide Pisani, um dos investigadores do estudo.
fonte: http://biologias.com/noticias/1306/estudo-revela-como-e-quando-se-desenvolveu-a-visao-nos-seres-humanos
Assinar:
Comentários (Atom)