Rio de Janeiro - Os proprietários rurais podem se inscrever de hoje (27) a 26 de junho no Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural da Mata Atlântica. O Programa foi criado há nove anos pelas organizações não governamentais Fundação SOS Mata Atlântica, The Nature Conservancy (TNC) e Conservação Internacional, para apoiar as melhores propostas de criação de reservas particulares e implementação de planos de manejo para essas unidades. Serão liberados R$ 400 mil, no total.
Além de ajudar na criação de 467 reservas particulares, os editais anteriores já auxiliaram 84 proprietários rurais a elaborar projetos de gestão em suas terras. O regulamento pode ser acessado nos endereços http://www.sosma.org.br,http://www.conservacao.org e http://www.aliancamataatlantica.org.br.
Quando o programa foi lançado em 2003, havia no país havia 422 reservas particulares reconhecidas na Mata Atlântica e, de lá para cá, esse número mais que dobrou, segundo a coordenadora do programa, Mariana Machado, graças aos financiamentos do programa que já somam mais de R$ 5 milhões.
“Apoiamos tanto a criação quanto o financiamento para ações como mapear a área, providenciar a documentação necessária, além da gestão das reservas, como planos de manejo, pois é importante não só aumentar a área protegida, mas também garantir que elas estejam sendo bem geridas e que cumpram com seus objetivos de preservação da biodiversidade”, ressaltou Mariana Machado, que informou que essas áreas só podem promover atividades de pesquisa científica, turismo e educação ambiental.
Uma das novidades desta edição é o lançamento de uma linha de apoio ao georreferenciamento (para conhecer os limites da reserva), que tem por objetivo atender à demanda de proprietários de reservas antigas, que não tenham os limites georreferenciados estabelecidos.
De acordo com dados da SOS Mata Atlântica, existem 1.073 reservas particulares de Mata Atlântica no Brasil, que protegem 698 mil hectares. Na Mata Atlântica, elas somam 734 e protegem mais de 136 mil hectares do bioma. As áreas protegidas particulares na Mata Atlântica representam a área de quase 80% do bioma.
O Ministério do Meio Ambiente promove a criação, assistência e fiscalização desse tipo de unidade de conservação desde 1990. O Instituto Chico Mendes (ICMBio) é o órgão federal responsável pela criação de reservas particulares de Mata Atlântica.
http://biologias.com/noticias/1199/organizacoes-lancam-edital-para-incentivar-criacao-de-reservas-particulares-de-mata-atlantica
Outras atitudes como esta deveriam ser insentivadas, pois em 9 anos, o número dee reservas particulares na mata Atlântica dobraram.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Os corais estão morrendo em abundância em todo o mundo, e os cientistas têm uma teoria para explicar o fenômeno: uma possível causa quase totalmente inexplorada – doenças virais.
Parece que os corais que formam partes importantes dos ecossistemas marinhos abrigam muitos tipos diferentes de vírus – principalmente o do herpes.
Os corais também são lar para os adenovírus e outras famílias virais que podem causar resfriados e doenças humanas gastrointestinais (embora, claro, eles não as tenham).
Em uma análise de pesquisa, os cientistas apontam que os declínios de corais estão alcançando proporções de crise, mas pouco tem sido feito até agora para explorar a doença viral como um dos mecanismos para esse problema.
“A abundância de corais no Mar do Caribe caiu cerca de 80% nos últimos 30 a 40 anos, e cerca de um terço dos corais ao redor do mundo está ameaçado de extinção”, disse Rebecca Vega-Thurber, professora de microbiologia na Universidade Estadual do Oregon, EUA.
Segundo Vega-Thurber, os pesquisadores identificaram 22 tipos de doenças emergentes que afetam os corais, mas ainda não sabem quais patógenos causam a maioria delas.
Um grande estudo está fazendo análises dos genomas dos vírus que afetam os corais para entender mais sobre o problema, e por consequência também vamos aprender mais sobre os vírus que também afetam seres humanos.
Uma das surpresas da pesquisa recente foi a predominância de vírus do herpes nos corais, que é similar, mas não idêntico ao vírus que pode infectar seres humanos.
Vírus do herpes parecem constituir uma maioria dos vírus encontrados em corais, e uma experiência mostrou que sequências virais foram produzidas em tecidos de coral após episódios agudos de estresse.
“Os corais são uma das formas mais antigas de vida de animais, evoluindo cerca de 500 milhões de anos atrás, e herpes é uma família muito antiga de vírus que pode infectar quase todo tipo de animal. Herpes e corais podem ter evoluído em conjunto”, comentou Vega-Thurber.
Mas só porque os corais abrigam um vírus, não significa que eles estão ficando doentes com isso. Os pesquisadores ainda precisam definir isso em futuros estudos.
Algumas das causas possíveis do declínio coral que foram identificadas até o momento incluem o aquecimento global que provoca o branqueamento do coral, a perda de algas simbióticas que ajudam a nutri-los, a poluição como o escoamento de esgoto e interações humanas com os corais.
“Nós descobrimos que o aumento de nutrientes provenientes da poluição pode causar aumento dos níveis de infecção viral.
Agora temos que determinar se os aumentos de infecção causam doenças reais que estão matando os corais”, disse a pesquisadora.
Esse estudo é muito importante, porque definir o que mata os corais pode ajudar a impedir outras espécies, como os peixes, de serem afetadas.
http://biologias.com/noticias/1197/herpes-esta-destruindo-nossos-corais-
Parece que os corais que formam partes importantes dos ecossistemas marinhos abrigam muitos tipos diferentes de vírus – principalmente o do herpes.
Os corais também são lar para os adenovírus e outras famílias virais que podem causar resfriados e doenças humanas gastrointestinais (embora, claro, eles não as tenham).
Em uma análise de pesquisa, os cientistas apontam que os declínios de corais estão alcançando proporções de crise, mas pouco tem sido feito até agora para explorar a doença viral como um dos mecanismos para esse problema.
“A abundância de corais no Mar do Caribe caiu cerca de 80% nos últimos 30 a 40 anos, e cerca de um terço dos corais ao redor do mundo está ameaçado de extinção”, disse Rebecca Vega-Thurber, professora de microbiologia na Universidade Estadual do Oregon, EUA.
Segundo Vega-Thurber, os pesquisadores identificaram 22 tipos de doenças emergentes que afetam os corais, mas ainda não sabem quais patógenos causam a maioria delas.
Um grande estudo está fazendo análises dos genomas dos vírus que afetam os corais para entender mais sobre o problema, e por consequência também vamos aprender mais sobre os vírus que também afetam seres humanos.
Uma das surpresas da pesquisa recente foi a predominância de vírus do herpes nos corais, que é similar, mas não idêntico ao vírus que pode infectar seres humanos.
Vírus do herpes parecem constituir uma maioria dos vírus encontrados em corais, e uma experiência mostrou que sequências virais foram produzidas em tecidos de coral após episódios agudos de estresse.
“Os corais são uma das formas mais antigas de vida de animais, evoluindo cerca de 500 milhões de anos atrás, e herpes é uma família muito antiga de vírus que pode infectar quase todo tipo de animal. Herpes e corais podem ter evoluído em conjunto”, comentou Vega-Thurber.
Mas só porque os corais abrigam um vírus, não significa que eles estão ficando doentes com isso. Os pesquisadores ainda precisam definir isso em futuros estudos.
Algumas das causas possíveis do declínio coral que foram identificadas até o momento incluem o aquecimento global que provoca o branqueamento do coral, a perda de algas simbióticas que ajudam a nutri-los, a poluição como o escoamento de esgoto e interações humanas com os corais.
“Nós descobrimos que o aumento de nutrientes provenientes da poluição pode causar aumento dos níveis de infecção viral.
Agora temos que determinar se os aumentos de infecção causam doenças reais que estão matando os corais”, disse a pesquisadora.
Esse estudo é muito importante, porque definir o que mata os corais pode ajudar a impedir outras espécies, como os peixes, de serem afetadas.
http://biologias.com/noticias/1197/herpes-esta-destruindo-nossos-corais-
Vírus como este podem prejudicar futuramente não só os corais se não forem estudados como se deve.
Vestígios encontrados em Marcos Paz estão em bom estado de conservação
Uma equipe de investigadores argentinos descobriu, em duas pedreiras, nas imediações de Buenos Aires, perto de 300 fósseis de animais pré-históricos “bem conservados”, segundo fontes oficiais.
Entre os vestígios que foram encontrados por especialistas da Universidade Nacional de La Plata, na localidade de Marcos Paz, a 40 quilómetros da capital argentina, estavam fósseis de uma cria de gliptodonte e de uma manada completa de mastodontes, espécie que tem parentesco com os elefantes modernos.
O grupo descobriu ainda restos de cavalos, guanacos (camelídeos nativos da América do Sul), queixadas (espécie de porco selvagem) e fósseis de veados, assim como tartarugas marítimas, doninhas, pequenos roedores e uma variedade de aves, anfíbios e peixes. O achado mais importante foi o crânio completo, com mandíbula, de mamífero gigante da família do camelo.
Os responsáveis salientaram que a descoberta se torna relevante pela abundância de fósseis de animais pequenos e a qualidade da sua conservação. E explicaram que no local deve ter existido uma depressão do relevo que provocou a acumulação de uma grande quantidade de fósseis, como o caudal de rio, que arrastou os restos para o mesmo lugar. A acidez do terreno e a lama do rio que cobriu os vestígios também foram apontadas como a razão pelo estado de conservação do achado.
As investigações paleontológicas foram conduzidas por Leopoldo Soibelzon, do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) e docente da Faculdade de Ciências Naturais e Museu da Universidade Nacional de La Plata, com o auxílio de 36 alunos.
Uma equipe de investigadores argentinos descobriu, em duas pedreiras, nas imediações de Buenos Aires, perto de 300 fósseis de animais pré-históricos “bem conservados”, segundo fontes oficiais.
Entre os vestígios que foram encontrados por especialistas da Universidade Nacional de La Plata, na localidade de Marcos Paz, a 40 quilómetros da capital argentina, estavam fósseis de uma cria de gliptodonte e de uma manada completa de mastodontes, espécie que tem parentesco com os elefantes modernos.
O grupo descobriu ainda restos de cavalos, guanacos (camelídeos nativos da América do Sul), queixadas (espécie de porco selvagem) e fósseis de veados, assim como tartarugas marítimas, doninhas, pequenos roedores e uma variedade de aves, anfíbios e peixes. O achado mais importante foi o crânio completo, com mandíbula, de mamífero gigante da família do camelo.
Os responsáveis salientaram que a descoberta se torna relevante pela abundância de fósseis de animais pequenos e a qualidade da sua conservação. E explicaram que no local deve ter existido uma depressão do relevo que provocou a acumulação de uma grande quantidade de fósseis, como o caudal de rio, que arrastou os restos para o mesmo lugar. A acidez do terreno e a lama do rio que cobriu os vestígios também foram apontadas como a razão pelo estado de conservação do achado.
As investigações paleontológicas foram conduzidas por Leopoldo Soibelzon, do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) e docente da Faculdade de Ciências Naturais e Museu da Universidade Nacional de La Plata, com o auxílio de 36 alunos.
Essa foi mais uma importante descoberta para a arqueologia. Porém dessa vez foi um número muito elevado comparado a outras descobertas, foram 300 fósseis, levando em consideração que um deles é raro.
Agência FAPESP – Duas novas espécies de insetos, pertencentes ao grupo envolvido na transmissão da leishmaniose, foram nomeadas em homenagem a dois pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP).
As espécies foram descobertas pela professora Eunice Bianchi Galati, do Departamento de Epidemiologia da FSP, juntamente com Fredy Galvis Ovallos, seu orientando do Programa de Pós-Graduação.
Os nomes dos insetos, Nyssomyia delsionatali e Nyssomyia urbinattii, homenageiam respectivamente Delsio Natal, docente aposentado do Departamento de Epidemiologia da FSP, e Paulo Urbinatti, pesquisador do mesmo departamento. De acordo com a FSP, ambos contribuíram para ampliar o conhecimento da entomologia em saúde pública e investigaram a área onde os insetos foram coletados.
“A denominação de uma espécie deve ser feita em latim e descrita de forma a se destacar do texto (itálico, negrito, etc.). Podemos dar um nome homenageando uma pessoa ou lugar, ou em referência a uma característica morfológica do inseto ou de seu comportamento, ou de área onde habita, etc. A seguir ao nome da espécie, acrescenta-se o nome do(s) autor(es) e o ano da descrição. O nome da espécie deve sempre ser precedido pelo do gênero a que pertence”, explicou Galati.
“Quando se homenageia uma pessoa, podemos nos referir a parte de seu nome ou ao nome completo. Se o nome for composto, os dois nomes devem ser escritos juntos. Se a homenagem é feita a alguém do sexo masculino, acrescenta-se ‘i’ ao final do nome, e se for do sexo feminino, ‘ae’”, disse.
Galati conduz o projeto de pesquisa “Estudo da capacidade vetorial de Migonemyia migonei e de Pintomyia fischeri para Leishmania”, apoiado pela FAPESP. A descrição das duas espécies foi feita na edição de março do Journal of Medical Entomology, sendo os desenhos da cabeça do macho e da fêmea de Ny. Urbinattii tema na capa da revista.
Achei importante trazer esta noticia para o meu blog para mostrar como nós humanos ainda não temos conhecimento total do planeta terra. Esse é um ótimo exemplo, neste mês foi descoberto duas novas espécies de insetos.
As espécies foram descobertas pela professora Eunice Bianchi Galati, do Departamento de Epidemiologia da FSP, juntamente com Fredy Galvis Ovallos, seu orientando do Programa de Pós-Graduação.
Os nomes dos insetos, Nyssomyia delsionatali e Nyssomyia urbinattii, homenageiam respectivamente Delsio Natal, docente aposentado do Departamento de Epidemiologia da FSP, e Paulo Urbinatti, pesquisador do mesmo departamento. De acordo com a FSP, ambos contribuíram para ampliar o conhecimento da entomologia em saúde pública e investigaram a área onde os insetos foram coletados.
“A denominação de uma espécie deve ser feita em latim e descrita de forma a se destacar do texto (itálico, negrito, etc.). Podemos dar um nome homenageando uma pessoa ou lugar, ou em referência a uma característica morfológica do inseto ou de seu comportamento, ou de área onde habita, etc. A seguir ao nome da espécie, acrescenta-se o nome do(s) autor(es) e o ano da descrição. O nome da espécie deve sempre ser precedido pelo do gênero a que pertence”, explicou Galati.
“Quando se homenageia uma pessoa, podemos nos referir a parte de seu nome ou ao nome completo. Se o nome for composto, os dois nomes devem ser escritos juntos. Se a homenagem é feita a alguém do sexo masculino, acrescenta-se ‘i’ ao final do nome, e se for do sexo feminino, ‘ae’”, disse.
Galati conduz o projeto de pesquisa “Estudo da capacidade vetorial de Migonemyia migonei e de Pintomyia fischeri para Leishmania”, apoiado pela FAPESP. A descrição das duas espécies foi feita na edição de março do Journal of Medical Entomology, sendo os desenhos da cabeça do macho e da fêmea de Ny. Urbinattii tema na capa da revista.
Achei importante trazer esta noticia para o meu blog para mostrar como nós humanos ainda não temos conhecimento total do planeta terra. Esse é um ótimo exemplo, neste mês foi descoberto duas novas espécies de insetos.
Está chamando a atenção na internet o blog Genética Agronômica, criado por Amaro Afonso Campos de Azeredo, mestrando em Genética e Melhoramento. Amaro, que é orientando do professor Leonardo Lopes Bhering, do Departamento de Biologia Vegetal da UFV, publica no blog curiosidades e novidades ligadas à genética, biotecnologia e melhoramento vegetal e animal. Desde que começou, em fevereiro de 2011, o Genética Agronômica já teve mais de 13 mil acessos, inclusive fora do Brasil, e tem ganhado notoriedade na blogosfera, principalmente por meio de sua página na rede social Facebook.
Amaro conta que despertou o interesse pela genética durante a graduação e, desde então, começou a pensar em um blog como ferramenta interessante para falar sobre temas variados de maneira simples. Segundo ele, “é possível começar um texto brincando e passar uma informação a partir disso. O blog sai do livro, sai daqueles conceitos de gene, alelo, ervilha de Mendel. A pessoa aprende sem perceber, por meio do humor, da graça, da curiosidade e da imagem, que chama a atenção”. Amaro acredita no potencial das ferramentas da internet para divulgação do conhecimento científico e defende: “todo professor tem que ser um entusiasta, gostar muito do que faz e saber usar a tecnologia a favor”.
Amaro conta que despertou o interesse pela genética durante a graduação e, desde então, começou a pensar em um blog como ferramenta interessante para falar sobre temas variados de maneira simples. Segundo ele, “é possível começar um texto brincando e passar uma informação a partir disso. O blog sai do livro, sai daqueles conceitos de gene, alelo, ervilha de Mendel. A pessoa aprende sem perceber, por meio do humor, da graça, da curiosidade e da imagem, que chama a atenção”. Amaro acredita no potencial das ferramentas da internet para divulgação do conhecimento científico e defende: “todo professor tem que ser um entusiasta, gostar muito do que faz e saber usar a tecnologia a favor”.
Esse assunto eu achei importante trazer ao meu blog pois achei muito parecido com a nossa proposta de trabalho, trazer a biologia a internet e aproveitar todas suas ferramentas de divulgação.
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